Produção vinícola do Vale do São Francisco destaca-se por qualidade

March 19, 2018

 

 

 

Pouca gente imaginaria há 40 anos, que no meio do sertão do Nordeste, onde muitos ainda acham ser impossível nascer algum tipo de vegetação, se instalariam as maiores e melhores vinícolas produtoras de vinho do Brasil. Com qualidade e reconhecimento internacional, a região do Vale do São Francisco, na fronteira entre Bahia e Pernambuco, abastece atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho, cerca de 15% do mercado interno nacional, uma produção da ordem de 8 milhões de litros de vinho por ano.


O Vale do São Francisco é formado pelos municípios baianos de Casa Nova, Curaçá, Juazeiro e Sobradinho, além dos municípios de Petrolina, Lagoa Grande, Orocó e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco. É a segunda maior região produtora de vinho do Brasil e movimenta em torno de R$ 1 bilhão por ano.  No mundo, é o único local que produz duas safras de uva anuais: uva de mesa e uvas para a produção de sucos e vinhos.


Os projetos vitivinícolas na região começaram no início da década de 1980, com investimentos nacionais e estrangeiros, como por exemplo a Fazenda Ouro Verde (controlada pelo gaúcho Miolo Wine Group) e a Dão Sul  (grupo português), responsáveis pela elaboração de vinhos finos de qualidade. A região tem cerca de 800 hectares de vinhedos e produz mais de 25 tipos de uva com destaque para as Syrah e Moscato. 


Tais cifras foram possíveis graças à aposta no investimento em tecnologia (Embrapa e iniciativa privada), e a uma política de expansão agrícola baseada na irrigação. Hoje, além do polo vinífero, o Vale do São Francisco é um dos principais exportadores de fruta do Brasil.


Espumantes são destaque na região
Com oferta de sol o ano todo, a região do Vale do São Francisco destaca-se pelos espumantes de qualidade: são cerca de 1,3 milhão de litros por ano. Os espumantes moscatéis, com adição de açúcar e que são uma especialidade da região e têm registrado aumento no seu consumo. Vários selos da bebida já formam premiados nacional e internacionalmente, e o consumo interno tem crescido ano a ano, em razão da qualidade e custo acessível do tipo de bebida.

 

No ano passado, a Rio Sol conquistou seis medalhas na 15ª edição do Concurso Mundial de Bruxelas – etapa Brasil, um dos mais importantes concursos de vinhos e destilados do mundo. A vinícola localizada no Vale do São Francisco foi a empresa que mais conquistou medalhas, sendo uma Grande Ouro, três de Ouro e duas de Prata.


Enoturismo

 

 

 O Sol, o São Francisco e a produção de vinho criaram também um polo turístico na região, que atrai amantes do vinho e curiosos que podem chegar de carro às fazendas, que ficam a uma hora de Petrolina ou Juazeiro, na Bahia. Operadores turísticos e as vinícolas oferecem pacotes de passeios com visitas às vinícolas, com degustação.
Alguns incluem inclusive passeio de catamarã pelas águas do São Francisco, com direito a banho e tudo. Os almoços servidos são harmonizados e acompanhados por vinho ou espumantes da região.


Há também pacotes mais elaborados que, além da visita técnica à Embrapa Uvas e Vinho e degustação, incluem uma passagem pela barragem de Sobradinho (BA), com direito a eclusagem (embarcação sobe pela barragem) perto da hidrelétrica e navegação por um dos maiores lagos artificiais do mundo, além de uma parada na Ilha da Fantasia para banho. Com almoço servido no barco e ambientado com música ao vivo.


Sem dúvida, um enoturismo de qualidade e com grande potencialidade para crescer e atrair turistas do mundo todo.

 

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