Tereza Paim: Inquietação com gosto de gastronomia, cultura e arte

 

 

Matéria por: Silvia Araújo 

 

Há 14 anos, a chef de cozinha, produtora de eventos e cidadã Tereza Paim exerce a gastronomia com maestria e no seu conteúdo mais profundo, tendo a cultura, a arte baiana e a inovação como ingredientes apaixonantes.

A chef adota um estilo diário de vida frenético, mas não perde a mão para realizar as suas tarefas, seja na culinária ou nas áreas administrativa e pessoal. No meio da tarde de uma quarta-feira, ela encontrou a equipe do Clube Gourmet Bahia, no seu restaurante Casa de Tereza, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, num dia invariavelmente agitado.

 

Tereza sentou-se, de imediato, à mesa do computador. Ao mesmo tempo em que deslizava os dedos no notebook, falava ao telefone e respondia às perguntas da reportagem. Para ela, a sensação é de que o dia tem mais de 24 horas. “Tenho mais coisas para fazer do que cabe no dia. Um dia nunca é igual ao outro. A rotina não existe na minha vida”, diz Tereza, que é avó, mãe de duas filhas adultas e um menino de 15 anos e divide o seu tempo entre os compromissos familiares e as atividades da academia, cozinhas, produção de eventos, aulas, ações de cidadania, reuniões, idas ao banco, etc.

 

Na gastronomia

Com essa performance, a chef comanda, há quatro anos, a cozinha da Casa de Tereza, com uma certa pitada de inovação. No espaço, optou pela prática da cozinha baiana tradicional e autoral, com a elaboração de pratos que contemplam os sabores regionais, recebem influência de cozinhas internacionais e são submetidos a uma técnica especial de cozimento. “A nossa cozinha nasceu assim. Ela representa o momento do autor e é fruto dos meus estudos. Produzimos algo mais moderno, contemporâneo e menos preso à tradição”, explica. De acordo com ela, o processo é feito por etapas, respeitando o tempo de cozimento de cada proteína e preservando o sabor e a textura dos ingredientes.

 

Na cultura e na arte

Aliadas à culinária, a cultura e a arte baianas são privilegiadas e levadas para dentro da “Casa de Tereza”, demonstrando a comunhão desses elementos. Espaços tematizados reverenciam Bel Borba e outros artistas plásticos, com a exibição de obras e do sincretismo entre o barroco e peças de terreiro. Outra inovação foi a criação da “Vendinha de Samuel e Totó”, no restaurante, que relembra com carinho o armazém que o pai e o avô de Tereza tiveram no município de Tanquinho. No local, encontram-se expostos um artesanato genuíno e doces saborosos da Bahia.

Como cidadã

Em maio deste ano, Tereza aceitou o novo desafio de reabrir o restaurante do Hotel Pestana Convento do Carmo, no Santo Antônio Além do Carmo, com foco na culinária brasileira. O fascínio por um dos mais ricos patrimônios culturais de Salvador fez com que ela fosse além da gastronomia, declinando a colaborar com a revitalização da sacristia e do museu do Convento do Carmo, fechado há mais de 20 anos.

 

“Estou empenhada em ajudar a revitalizar um dos maiores patrimônios históricos e culturais de Salvador, que possui um acervo valiosíssimo, com obras incríveis e mais de 2.600 obras sacras.” Para 2017, a inquieta aquariana, também apaixonada e experiente em organização de eventos, planeja dedicar-se à realização da 22ª edição do Congresso dos Restaurantes da Boa Lembrança. “Adoro fazer grandes eventos, que integrem mais de 3 mil pessoas”, vibra Tereza, guardando grande expectativa para o Congresso, que vai reunir, na capital baiana, mais de 70 chefs de cozinha de todo o país, em outubro do próximo ano, contribuindo para a valorização da gastronomia regional e nacional.

 

 

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